PIONEER PDV-LC10 (Leitor de DVD portátil)
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Pioneer PDV-LC10 - um leitor de DVD com as dimensões de um livro de bolso. |
Pouco maior do que uma caixa de CD, aproximadamente com as medidas de um livro de bolso, o PIONEER PDV-LC10 é o menor leitor de DVD que conheço. Quando está ligado directamente à electricidade, sem se utilizar a bateria de alimentação, é realmente um objecto único, que impressiona pelas dimensões... e pela qualidade. A bateria acrescenta-lhe volume, tornando-o menos slim, mas pode ser de grande utilidade, para quem estiver interessado em fazer uma utilização portátil do aparelho, que foi concebido precisamente para esse propósito... |
Apesar de se tratar de um leitor portátil, o PDV-LC10 pode facilmente ser utilizado como um leitor de mesa «convencional», uma vez que são fornecidos todos os cabos necessários para a sua ligação a qualquer equipamento AV, incluindo descodificadores DD [Dolby Digital] e DTS [Digital Theater System] dedicados! Quando se fizer uso desses «periféricos», é natural que também esteja disponível algum dispositivo de projecção com uma diagnonal de imagem maior do que as 7 polegadas do écran de cristal líquido incorporado, sendo trivial conectar o pequeno japonês a qualquer televisor com inputs RCA para vídeo composto ou S-VIDEO!
Embora seja uma máquina potencialmente nómada, são as utilizações sedentárias que maximizam a qualidade do PIONEER. Quando é alimentado pela sua bateria, o PDV-LC10 faz um controlo do seu consumo eléctrico, que pode traduzir-se em menor qualidade de imagem. Por outro lado, as suas pequenas dimensões podem seduzir não só consumidores que procuram um equipamento facilmente transportável, mas também consumidores preocupados com o espaço exigido pela electrónica de consumo «vulgar».
O PDV-LC10 é naturalmente capaz de reproduzir outros discos ópticos, para lá de DVD-Video: CD-Audio e Video-CD são suportados, mesmo a partir de CDR, ainda que não se possa garantir a compatibilidade com todas as superfícies de reflexão, pondo-se a hipótese de não se conseguir a focagem. Aliás, o manual aconselha a não utilização do leitor com discos ópticos que não sejam DVD-V de região 2, CD-A ou VCD. Por outras palavras, são desaconselhados DVD-Audio, CDR, CDRW e tudo o mais.
Mas não faz muito sentido o PDV-LC10 ser uma máquina apenas para software de região 2, uma vez que caso fosse um leitor universal, tornar-se-ia provavelmente num artigo de viagem mandatório, fazendo, por exemplo, guerra ao pay-TV dos hotéis americanos, ou permitindo experimentar no local, a integridade dos filmes piratas no oriente J...
Em poucas palavras, este PIONEER lembra um muito pequeno computador portátil, em que o teclado integral foi substituido pelo compartimento para o DVD, e por um conjunto de teclas, para navegação num sistema de menús que permitem configurar toda a funcionalidade do equipamento.
O sistema de menús do PDV-LC10 constitui uma interface fácil e completa, que não deverá levantar quaisquer dificuldades a pessoas habituadas ao conceito de cursor e de escolha no contexto: oferece-se um tab menu, organizado em 5 secções – Audio 1 / 2, Video, Language, General e Other – que podem permitir diversas configurações, algumas dependentes do filme que está na gaveta.
Os menús de Audio, controlam os fluxos de dados presentes nas saídas digitais e deixam perceber que a máquina consegue tirar o melhor partido de DVDs com som a 96 kHz de amostragem e 24 bits de resolução.
O menú de Video poderá ser o único a levantar dificuldades aos utilizadores que não estejam para ler o manual: acontece que com um DVD introduzido na «gaveta», não são possíveis alterações ao tipo de televisor que se está a utilizar... essa opção estará sempre inacessível, podendo levar a situações tão desconfortáveis, como o écran LCD estar a mostar um filme em relação panorâmica 16:9, enquanto que na TV, as imagens desfilam muito alongadas na vertical... A acontecer, este cenário deve-se à visualização de uma obra 16:9, num televisor 4:3, com a opção de TV Screen a indicar a escolha 16:9 (Wide), que obviamento não corresponderá à realidade... Mesmo que o utilizador perceba qual o problema, não conseguirá resolvê-lo utilizando o menú de Video...
Para evitar situações como a descrita no parágrafo anterior, este PIONEER precisa de ser configurado sem nenhum DVD introduzido na «gaveta». Então, quando se requisita o setup do aparelho, tem-se acesso a um processo que determina os aspectos que se esperam «mais constantes» durante a sua utilização práctica. Entre estes aspectos, está o tipo de televisor a utilizar.
O menú de Language deixa seleccionar a língua de interface com os menús, o idioma falado, e a legendagem durantes os filmes.
O PVD-LC10 é «tão igual» a um leitor de mesa, que nem lhe falta a possibilidade de restrição da máquina a crianças [parental lock] e alguns «luxos» como a escolha da côr de fundo dos menús [azul, por defeito], e um screensaver, de relevância para quem utilizar a alimentação por bateria.
Um dos pontos fortes do PVD-LC10, é então a sua conectividade a equipamentos AV. Essa conectividade consegue-se através dos cabos fornecidos que, apesar do aspecto, não são propriamente convencionais e deverão ser tratados com precaução.
A recarga da bateria faz-se no recarregador fornecido, que deverá assegurar aproximadamente 300 utilizações. Quando em utilização, a bateria acopla-se a uma baía acessória, que por sua vez se acopla ao PIONEER, quase dobrando a altura / espessura do equipamento, muito delgado, quando livre...
Estão presentes duas pequenas colunas de som, muito discretas, que garantem estereofonia, mesmo sem auscultadores. Isto significa que o pequeno PDV-LCD10 é funcionalmente completo, permitindo fruir software, sem recurso a nenhum periférico. Basta acrescentar electricidade...
Eis algumas características técnicas do PDV-LCD10:
- Écran de 7", TFT, matriz activa, cobertura anti-reflexão.
- Bateria com duração de até 3 horas e 30 minutos.
- Controlo remoto de 36 teclas, com uma espessura pouco superior à de um cartão de crédito...
- Suporta áudio 96 kHz / 24 bits.
- Saídas DD e DTS.
- Saída S-VIDEO e de vídeo composto.
- Indicador de bit rate, para os curiosos...
- Video DAC de 10 bits.
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Os controlos estão arrumados de maneira bastante sensata. |
O écran de cristal líquido do PIONEER, não manifesta alguns dos problemas comummente associados à tecnologica LCD. O mais óbvio, é o seu bom desempenho em sequências movimentadas, que são reproduzidas com solidez e sem fantasmas. Apesar de tudo, obtêm-se melhores resultados utilizando, por exemplo, um bom televisor. |
Com apenas 7 polegadas de diagonal, o mostrador LCD do PVD-LC10 parece maior, no sentido de que é confortável ver um filme, de fio a pavio. Não se fica sonolento, ou cansado, e não se tem uma sensação de esforço, nem quando acontece legendagem. Aliás, eu prefiro ver todos os filmes com legendagem [na língua original, se a souber minimamente], uma vez que a formalização dos diálogos pela escrita, é sempre uma segunda oportunidade para perceber situações que possam ter escapado.
As legendas funcionam bem com este nipónico, ainda que alguns caracteres, dependendo do filme, não apareçam exactamente como aparecem utilizando outros dispositivos de visualização, resultando mais facetados ou «rudes».
As cores do LCD são também menos vivas do que nas melhores circustâncias, mas aí a diferença pode ter origem no próprio Video DAC do PVD-LC10, uma vez que utlizando um televisor, volta a verificar-se isso mesmo, comparativamente a alguns leitores de mesa, como o meu PIONNER DV-505. A diferença em causa é todavia facilmente compensável por controlos de intensidade de côr. De referir que o LCD deste pequeno PIONEER permite precisamente ajustes de côr e de brilho.
Voltando à comparação das imagens que o PVD-LC10 reproduz num televisor, com as reproduzidas por propostas de mesa, e deixando claro que a menor vivacidade das cores é efectivamente muito fácil de contornar, verifica-se também uma gradação de tons mais violenta. Por exemplo, as transicções de preto para branco são menos naturais do que o habitual, e isso já não é tão elementar de compensar, mesmo utilizando o controlo de definição, disponível em alguns dispositivos de visualização. Esta será a única diferença óbvia, imputável ao pequeno PIONEER, mas não compromete em nada a fruição de software, sendo até uma apreciação totalmente restrita ao meu universo de experiências.
Quanto ao som, se exceptuarmos diferenças de volume, o desempenho com DD e DTS, utilizando um descodificador externo, é o mesmo que se consegue com máquinas sedentárias. Para audições estéreo analógicas, tenho menos referências e não vou fazer comparações. Fica apenas a informação de que se conseguem sessões de qualidade, utilizando simplesmente os altifalantes de um bom televisor ou, de preferência, umas colunas «audiófilas», alimentadas por um amplificador estéreo dedicado.
As pequenas colunas integradas neste PIONEER, são basicamente da qualidade das que se utilizam em computadores portáteis, ou seja sem capacidade para grandes pressões sonoras ou detalhes acústicos, limitando-se a cumprirem o papel de veicular informação acústica, sem preocupações qualitativas, como seria de esperar.
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A versão testada só lê DVDs de região 2, ou sem região... |
Apesar de ser um leitor de DVD portátil, este micro PVD-LC10, não é propriamente a versão DVD dos walkman, até porque ver filmes em andamento, num écran LCD, certamente que não se aconselha nas ruas de Lisboa, ou ao volante de qualquer automóvel... O aparelho também não deve ser chocalhado – quando isso acontece com alguma violência, o processo de leitura é simplesmente cancelado. Quando se tentar ler um filme de uma região não certificada, o mostrador LCD, limita-se a escrever «Wrong region No.». |
No domínio do digital [fluxos DD, DTS e MPEG], o PIONEER PVD-LC10 é, em essência, indistinguível de qualquer outro bom reprodutor de DVD. Quanto à imagem [analógica], a melhor qualidade consegue-se pela saída S-VIDEO e, quando muito, manifestará uma gradação de tons que podia ser mais natural.
Pequeno, só no tamanho.