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O noivo e a noiva - antes da fuga.

O irmão do noivo - é uma
pessoa classificada como "muito perigosa".

Pai & Mãe - orgulhosos.

A noiva - em fuga...
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Ana e Luís - o casamento
Quando o relógio biológico parece indiferente ao desfilar
das estações e dos anos, resta o relógio social
para impôr os ritmos. A Ana e o Luís Rosário celebraram
matrimónio! Casaram; e assim inauguraram uma vivência que é socialmente
encarada como uma nova fase.
Num Portugal que envelhece sem política demográfica, e
com um sistema de tributação fiscal que não incentiva
o contracto de casamento, há que louvar-lhes a coragem pelo compromisso,
ainda que mesmo sem ele - conhecendo eu o Luís, como conheço
- os sentimentos do par dificilmente poderiam ser outros.
<egocêntrico> do meu ponto de vista, sou como uma espécie
ameaçada - o último dos solteiros. Sou uma criatura primária,
que só se move pela necessidade, e que não vê vantagens
em fazer avançar o relógio social </egocêntrico>.
Com os amigos de infância dispersos por todos os cantos deste
país <irónico> gigantesco </irónico>,
que se corre de automóvel em meia dúzia de horas, mas ainda
assim ouve falar ou vê actuar, como se algum facto geográfico
justificasse diferenciações regionais, vou ficando sem
ter com quem palrar, e vou descobrindo os prazeres da solidão.
O Luís Rosário pertence ao grupo dos meus amigos de Universidade.
Um grupo estranho, de fulanos arrancados às suas terras de origem,
arrumados em quartos arrendados de idosos de cidade, jogados a desafios
que muitas vezes foram vencidos por engenho e não por método.
Fulanos que chegaram à capital recheados de testosterona que nunca
foi devidamente encaminhada, para frustração das expectativas
de toda uma adolescência; fulanos que acreditaram que era preferível
o rigor ao trial & error, mas que cedo descobriram que algumas barreiras
só se vencem com tácticas de tiro-aos-patos, aliás
alimentadas pelos patos... Mas aprenderam.
E agora (eu) tenho vontade de desaprender.
Felizmente que há nobres como a Ana e o Luís, com a força,
a presença, e o gigantismo de quem passa por tudo, com as mazelas
de beliscaduras infantis. Vivam!
A Ana e o Luís foram acarinhados pela metereologia, que os prendou
com um dia invulgarmente agradável, com um sol saudável
mas pontual, e a luminosidade delicada de um fim de tarde, a quase todo
o momento.
Depois de uma tortura de poucas dezenas de minutos, lá houve forma
de lhes oficializar o casamento e arrumar os convidados para a paparoca.
Na arrumação tive eu sorte: eu e a Carla ficámos
em companhia suprema, que soube dirigir os ambientes para lá do
enfado de ocasião, tão wedding oblige, these days :).
Menina e menino Rosário partiriam horas depois para a República
Dominicana.
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Noiva e irmão - antes do
momento fulcral.

Mano e mana - uhm...

"what have I done?!" -
too late, dude.

Convidados chocados - com a fuga
da noiva.
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