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1 - JVC 100 (sistema AV)

JVC 100 - #1

JVC 100 - #2

JVC RX-E100R, XV-E100, SP-PW100 e SP-X100

Está disponível mais um artigo de opinião, sobre hardware para áudio e AV. O equipamento testado foi o sistema JVC 100.

Segue-se a introdução do artigo. A versão integral está disponível a partir da página de documentos de áudio e AV, ou directamente a partir de aqui... [PDF]

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A JVC é uma gigante que não está desatenta ao mercado dos sistemas AV compactos. Uma das propostas nipónicas, é um quarteto de produtos, que é suposto serem utilizados em equipa, mas que - conforme se lerá - poderão facilmente existir em qualquer contexto, eventualmente associados com aparelhos de outras marcas.

Os produtos JVC em causa são o RX-E100R, o XV-E100, o SP-PW100 e as SP-X100. Os nomes não dizem nada, pois não? De facto nunca hei-de compreender o porquê destas referências hostis, que erguem uma certa barreira entre o consumidor e o artigo, ao menos durante os primeiros minutos de contacto. Infelizmente, esta nomenclatura vazia é quase tradição - tantas vezes parodiada em literatura de Ficção Científica - mas, desta feita, também os manuais de utilizador, deverão sobreaquecer os menos tolerantes, porque não estão disponíveis em português (onde é que está a surpresa?)… nem em inglês. Pode ser que isto seja positivo, para sacudir o pó de línguas menos utilizadas (francês, no meu caso), mas é claramente mau numa perspectiva de acessibilidade, que é o critério realmente relevante nos minutos de instalação.

Surpreendentemente, os aparelhos em si, são dos mais óbvios de operar que algum dia vi! Todas as entradas e teclas estão descaradamente identificadas, com um feedback trivial, e permitindo o acesso a tudo o que é possível, de uma forma coerente. Mas, antes de mais menções acessórias, eis a apresentação de quem são os quatro JVC em teste.

O RX-E100R é o elemento nuclear desta equipa JVC, ou de um qualquer sistema AV que opte por lhe confiar as etapas de descodificação e amplificação áudio. O RX-E100R é assim um aparelho que integra as funções de descodificação (Dolby Digital e DTS), de amplificação, e de sintonia de rádio (AM e FM). Basta juntar-lhe uma fonte de sinal e um quinteto de altifalantes, e está inagurada uma sessão de som envolvente.

Há algumas diferenças no RX-E100R, relativamente à maioria das máquinas integradas para descodificação e amplificação. Estas diferenças culminam numa facilidade de utilização extrema, à custa de uma certa funcionalidade. Na práctica, este JVC só é amigo de fontes de som digitais, embora possa descodificar fontes analógicas, como por exemplo fazer Dolby ProLogic, a partir do sinal estéreo do seu rádio… mas - claramente - o aparelho foi concebido a pensar quase exclusivamente na admissão e processamento de inputs "numéricos".
Assim, não existem entradas analógicas por canal, o que significa que, por exemplo, não há forma de utilizar este japonês como amplificador dos 5.1 canais descodificados com outro hardware. Também não existem saídas analógicas, para cada um dos canais identificados na stream digital de entrada (por exemplo um sinal Dolby Digital, proveniente de um leitor de DVD), pelo que este Victor, também não pode assumir o papel de descodificador, para amplificadores externos.
Por fim, ainda a este propósito, só existem duas entradas digitais: uma óptica Toslink, outra coaxial eléctrica RCA.

No domínio do áudio analógico, as coisas resumem-se a um par de fichas RCA designadas de "Tape", que são imunes aos volume e efeitos sonoros que sejam aplicados ao som, o que significa que um aparelho conexo a este output, vai poder gravá-lo, limpo dos ajustes que lhe estiverem a ser aplicados no momento.

O número de entradas e saídas de vídeo, é modesto. Há um par de fichas SCART de entrada, e um par correspondente, para saída. Não existem entradas ou saídas, por fichas S-VHS ou RCA. Note-se que, em teoria, a ligação SCART tem potencial para não ser secundarizada em qualidade, desde que se utilizem cabos capazes.

Estas limitações referidas acabam por não prejudicar a esmagadora maioria das instalações AV. Em boa verdade, garantidamente que vão simplificar a vida de quem quiser estrear-se em sessões de cinema-em-casa, sem arriscar o menor stress. Afinal, basta ligar um (1) cabo do leitor de DVD ao RX-E100R (cabo para transportar o som digital), e - no cenário mais complicado - outros cinco (5) cabos do RX-E100R até cada uma das cinco colunas, precisas para orquestração do software. É francamente trivial e muitíssimo rápido: cinco minutos? Talvez menos, para os habilidosos.

Na parte posterior do JVC RX-E100R, existem ainda conectores para antenas de rádio AM e FM (fornecidas), fichas (em mola) para até cinco colunas de som, e uma saída (por ficha RCA) para subwoofer activo (com amplificação própria - como o são quase todas as propostas recentes).

A frente do aparelho é igualmente práctica e intuitiva. As pessoas que desenham interfaces na JVC, seguiram um caminho pouco arrojado, mas zero falível. Aqui destacam-se as teclas para selecção de fonte de sinal (DVD, STB, VCR, TV, TAPE e AM/FM), e um mostrador que indica em tempo de execução, quais são os canais descodificados, que estão activos. Claro que este mostrador também serve para todas as restantes indicações de funcionamento, consoante o modus operandi da ocasião, como o assinlar da frequência de sintonia, do modo de descodificação, e do volume.

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JVC 100 - #3

JVC 100 - #4