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1 - Sony DVP NS700V (AV HW Review)

Sony DVP NS700V (#01)

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Sony DVP NS700V (AV HW Review)

Está disponível mais um artigo de opinião, sobre hardware para áudio e vídeo. O equipamento testado foi o leitor de DVD/SACD Sony DVP NS700V.

Segue-se a introdução do artigo. A versão integral está disponível a partir da página de documentos de áudio e AV, ou directamente a partir de aqui... [PDF]

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Muitos factos contribuirão para a agonia do CD-A (CD-Áudio), nos próximos tempos. Algumas das pressões representam um progresso qualitativo e são positivas para o consumidor final, mas outras são claramente nefastas…

O pior que o CD-A pode esperar, é um desaparecimento inglório, consequência da cegueira comercial de longo prazo. Nos últimos meses, têm aumentado as edições "protegidas" contra a cópia digital, e este é o cenário que mais deveria preocupar os compradores; é também o único que põe em causa o CD-A por demérito próprio. As outras ameaças são externas e positivas.

O melhor que o CD-A pode esperar é a sua substituição lógica por formatos mais qualitativos, depois de um reinado de duas décadas - um período excepcionalmente longo, no universo da tecnologia digital, e que dificilmente se voltará a repetir, a não ser que factores extra-tecnológicos o condicionem. Entre estes formatos contam-se o SACD (Super Audio CD) e o DVD-A (DVD-Áudio). Muitas FAQs se escreverão sobre as (des)vantagens de um e de outro.

Comecemos pelas trevas. Não há outra forma de escrever isto: o copyright, tal como o conhecemos hoje, é uma utopia, no sentido do irrealizável. A recente comercialização de CD-A com violentíssimos sistemas anti-cópia digital é um erro do mais cristalino e deixa boquiabertos todos os que mantêm alguma sanidade.
Enquanto muitos têm um conceito de "globalização" deturpado, muitos outros são estritos e interpretam "globalização" à letra: a tecnologia - seja de transportes, seja de comunicações - permite um mundo onde as fronteiras físicas - que nunca desapareceram, nem desaparecerão - podem ser irrelevantes. A Internet é o melhor exemplo.
Foi precisamente a distribuição de música digital na Internet, principalmente em ficheiros MP3, que assustou os gigantes discográficos.
Num esforço para travar o "CD-Ripping", Macrovision e semelhantes, foram contactadas para, mais uma vez, desenvolverem mecanismos de "segurança". Uma "segurança" equivalente à que impede os leitores de DVD de trabalharem correctamente com alguns projectores; a mesma "segurança" que torna inúteis algumas combinações VHS + TV; a mesma segurança que afecta negativamente o consumidor médio, mas que tem efeito efeito zero nos consumidores com posses e/ou conhecimentos para a contornarem. Como quem sustenta os mercados são os consumidores médios, isto significa que os pilares legítimos do negócio são (sempre) penalizados, enquanto que os intervenientes menos legítimos, menos legítimos se tornam. É um ciclo infeliz.

Nas suas muitas variantes, os actuais sistemas de protecção anti-cópia digital, procuram invalidar a informação para recuperação de erros na leitura dos CD-A, por exemplo escrevendo uma paridade que não corresponde à correcta, mesmo quando a leitura aconteceu sem erros. Isto significa que qualquer hardware que faça verificação permanente de erros, como muitos leitores de CDROM, CD-A para automóvel, e bons reprodutores de mesa, não vão conseguir ler o título "protegido". Também significa que arranhões ou outras situações de dificuldade na leitura, não serão recuperáveis, como o são em títulos não "protegidos". É um grande passo atrás.

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