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1 - Panasonic DMR-E20 DVD-RAM (AV HW Review)
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Panasonic DMR E-20 - imagem #1.
Panasonic DMR E-20 - imagem #2.
Panasonic DMR E-20 - imagem #3.
Panasonic DMR E-20 - imagem #4: com o aparelho a gravar. |
Panasonic DMR-E20 DVD-RAM (AV HW Review)
Está disponível mais um artigo de opinião, sobre hardware para áudio e vídeo. O equipamento testado foi o gravador de DVD-R e DVD-RAM Panasonic DMR-E20. Segue-se a introdução do artigo. A versão integral está disponível a partir da página de documentos de áudio e AV, ou directamente a partir de aqui... [PDF] [...] Quando temos consciência de modificações significativas, em contextos sociais e/ou culturais, temos tendência para ser nostálgicos, recordando o passado, motivados pela sua presença viva, como que imune ao tempo. Acontece-me sempre isso, a propósito de vídeo digital. A primeira vez que li a expressão "vídeo digital", era um dia de Verão, vestia uns calções de banho, uma t-shirt muito xxxl, e fazia-me acompanhar de uma ruidosa bicicleta amarela - um dia típico de "férias grandes". Foi há quase duas décadas, ainda o Sr. Consulado - proprietário de um espaço onde eu adquiria as "minhas" publicações periódicas - era vivo. Penso que a revista em causa foi o número 1 da "What Video"; e o que mais me ficou do artigo sobre "vídeo digital", foi o não ter compreendido nada do que se escrevia, excepto que "essa coisa" seria do tempo (muito) futuro. Não era do presente. Mas o autor estava errado. Nesse mesmo Verão, surgiram os primeiros títulos de software para ZX Spectrum, com imagens digitalizadas: o rosto de Winston Churchill em "Their Finest Hour", e os seios de Samantha Fox em "Sam's Strip Poker". Foram esses pixels (hoje) grosseiros, com 1 bit de resolução de côr (preto e branco), que me iluminaram no sentido do efectivo potencial do "vídeo digital". Digital significa numérico (e finito). Se tomarmos consciência
de que o mundo nos chega quantificado pelos nossos sentidos (sentimos
uma quantidade *finita* de cores, sons, cheiros e sabores
) então
percebemos que nós somos máquinas digitais. E porque essa
quantidade é relativamente elevada, seremos máquinas digitais
com uma resolução binária elevada (1 bit = 2 informações;
2 bits = 2^2 = 4 informações;
n bits = 2^n informações
). As primeiras contas matemáticas - "processamento digital" -
em vídeo, foram os efeitos de mudança de côr, e de
pixelização (mosaico). E as coisas estagnaram nesse estado
durante alguns anos, levando a um certo descrédito da real utilidade
do "vídeo digital". Os progressos alucinantes da última década do século XX, fizeram com que a tecnologia necessária, chegasse a preços atraentes, para uma qualidade que convence (quase) todos. Todavia, depois de uma fase de "a dificuldade aguça o engenho", vive-se uma fase de "a abundância fomenta a exigência" pelo que os consumidores dos dias que correm, não só querem os meios, mas também trivialidade para o exercício desses meios: a tecnologia tem que ser trivial de utilizar. E isso deixa-nos finalmente no dia de hoje. [...] |
Panasonic DMR E-20 - imagem #5: um DVD-RAM em cartridge.
Panasonic DMR E-20 - imagem #6: as ligações posteriores são as habituais num gravador VHS.
Panasonic DMR E-20 - imagem #7: a parte posterior pode lembrar um computador...
Panasonic DMR E-20 - imagem #8. |