23 September 2002 - Current month previous updates: - 02 | 09 | 16 | 23 | |

1 - Philips DVDR-985 (AV HW Review)

Philips DVD Recorder 985 (#1)

Philips DVD Recorder 985 (#2)

Philips DVD Recorder 985 (#3)

Philips DVDR-985

Está disponível mais um artigo de opinião, sobre hardware para áudio e vídeo. O equipamento testado foi (re)gravador de DVDs Philips DVDR-985.

Segue-se a introdução do artigo. A versão integral está disponível a partir da página de documentos de áudio e AV, ou directamente a partir de aqui... [PDF]

[...]

O mundo do DVD (re)gravável está transformado numa sopa de letras. Dando uma colherada no prato mais confuso, urge perceber as diferenças entre DVD-R, DVD-RW, DVD+R e DVD+RW…

O DVD Forum (http://www.dvdforum.com), tido como a entidade com competência para estabelecer os standards aplicáveis ao digital versatile disk, aprovou os formatos DVD-R e DVD-RW, mas alguns fabricantes (Alera Technologies, HP, MCC/Verbatim, Ricoh, Philips, Sony, Thomson Multimedia, e Yamaha) avançaram com as alternativas DVD+R e DVD+RW. Feitas as contas, o consumidor pode agora optar entre uma mão cheia de possibilidades, pois aos sistemas já mencionados, há que juntar o pioneiro DVD-RAM.

Está previsto um logotipo oficial para os equipamentos que sejam compatíveis, em simultâneo, com DVD-R, DVD-RW e DVD-RAM, e a tendência é para que os aparelhos das marcas que não se desviaram para os sabores +R e +RW implementem efectivamente esse trio de formatos.
Pode apimentar-se a confusão, distinguindo entre o par de variantes para DVD-R: DVD-RG (General) e DVD-RA (Authoring). As diferenças entre estas variantes são fundamentalmente o comprimento de onda do laser (650 nm para DVD-RG e 635 nm para DVD-RA) e a protecção digital dos conteúdos, pois um disco DVD-RG pode sempre ser lido e escrito por uma unidade DVD-RG, mas um disco DVD-RA só pode ser lido… (veja http://www.pioneerelectronics.com/Pioneer/Files/DVDR_whitepaper.pdf para mais informações )

Todavia o que um potencial comprador quer mesmo saber é qual dos formatos merece o seu investimento?! Infelizmente, nenhuma marca está em condições de prestar esclarecimentos absolutamente neutros...

A força do DVD-R(W), é a sua aceitação nos meios profissionais, onde tem uma tradição de quase meia década. Para o consumidor final, os discos –R e –RW também são, por enquanto, mais acessíveis que os equivalentes +R e +RW. Mas, antes de continuar, é importante deixar claro que, em essência, o que distingue –R(W) e +R(W), é a organização lógica da informação no suporte de dados. Fisicamente, com boa vontade dos fabricantes, poderiam usar-se as mesmas rodelas.

Reduzido o problema a uma questão lógica, parece-me que há vantagens nos formatos +R e +RW: por exemplo, os discos +R(W) são sempre compatíveis com DVD-Video, não precisam de ser finalizados e podem ser editados, em qualquer máquina que os grave. Para lá desta surpreendente compatibilidade, que é um ataque claro ao que deveria ser o maior trunfo dos rivais –R(W), estão implementados uma série de requintes…
Cada gravação +R(W), gera automaticamente uma entrada no índice de conteúdos do disco. A nova entrada inclui uma imagem que é a primeira frame do vídeo em causa. O conjunto de todas as entradas é navegável na forma de um menú em lista, com até três títulos por écran. Este automatismo conduz a uma interface gráfica agradável, que não exige a finalização formal do processo de autoria, e que tem exactamente o mesmo aspecto em qualquer leitor de DVD.
Todas as gravações +R(W) são VBR (Variable Bit Rate). Isto significa que o processamento MPEG2 atribui menos largura de banda a sequências «simples», como por exemplo trechos de pouquíssima acção, para depois aumentar o débito em passagens complexas. Em alternativa ao VBR, temos as codificações CBR (Constant Bit Rate). É muito discutível qual estratégia é preferível; a maior parte dos artigos de opinião sobre equipamentos DVD domésticos, vão ser pro-VBR, e vão argumentar que assim se evita a degradação súbita da qualidade de imagem, quando as coisas se complicam e não há bitrate disponível, mas as minhas experiências com vídeo digital mostram que com larguras de banda elevadas, é melhor utilizar CBR. É importante perceber que a largura de banda não é o único recurso escasso em jogo, pois o esforço de processamento (muito maior em VBR) também pode conduzir ao esgotar da capacidade de resposta do sistema, com as mesmas consequência que se apontam como maleitas do CBR, ou pior, como perda literal de frames (blackouts).
Existem muitas outras diferenças técnicas, relacionadas com a facilidade de edição dos discos.

O Philips DVDR985 é uma das primeiríssimas máquinas DVD+R/+RW e tem a missão de exemplificar o potencial do formato.
Trata-se de um aparelho pouco mais alto do que um vídeogravador de qualidade, com uma gaveta central na base e um mostrador generoso imediatamente acima. A frente é minimalista, mas não deixa de permitir o acesso directo a tudo o que é necessário para fazer gravações e leituras.
As únicas teclas disponíveis para navegação em disco são play e stop. Para navegação na lista de canais sintonizados, existem os botões de monitor (que activa a imagem correspondente ao canal activo), subir e descer de canal. Assim, a melhor maneira de apresentar o DVDR985, é sugerir ao leitor que pense num gravador de VHS, pois não há diferenças drásticas entre estes equipamentos, a não ser que um regista em fita magnética e o outro em discos ópticos.

[...]

Philips DVD Recorder 985 (#4)

Philips DVD Recorder 985 (#5)

Philips DVD Recorder 985 (#6)