| PC GUIA # 45 - Editorial |
Hoje, sendo a Internet algo que ninguém pode ignorar, em circunstância alguma, o que se verifica é que as revistas de Informática aumentam as suas tiragens, surgem novas publicações, gasta-se mais papel do que nunca, e os três formatos de livro electrónico que estão em competição há quase um ano, não se conseguem impôr. Porquê?
Tudo o que está relacionado com Informática, funciona em feedback positivo, isto é, em auto-reforço. Conhecimento gera conhecimento. Informação gera nova informação. E, claro, os próprios mecanismos da sociedade de consumo contribuem enormemente para o sustento da procura. Por outras palavras, e concretizando para a Internet, a maior parte das pessoas precisa de uma bússola para as suas navegações. As ferramentas de procura on-line têm se sofisticado, mas é complicado fazer frente aos sites que conhecem bem os mecanismos de indexação e arranjam sempre forma de aparecerem em primeiro lugar das listagens, mesmo que pouco – ou nada – tenham a ver com aquilo que se busca. Assim, conscientes de que muitas vezes o problema não está em obter Informação, mas antes em descobrir onde obtê-la, quase todos os utilizadores acabam por recorrer a digests de sugestões – as revistas...
Quando um dia existir aquela ferramenta de procura perfeita, que com pouco esforço e em pouco tempo nos satisfaz em pleno, levantar-se-á um problema ainda mais complexo: o problema da credibilidade de Informação. Imagine que lhe são sugeridos 10 links aparentemente perfeitos para aquilo que procurou... serão de confiar? Quem os classifica em credibilidade?
E quando houver uma ferramenta perfeita, para procuras e classificação da credibilidade dos links, vão colocar-se dúvidas sobre a isenção das classificações de credibilidade... e assim sucessivamente. A mensagem é a de que com a Informação no centro do mundo, entrámos num ciclo potencialmente infinito de necessidades, que justificarão sempre media *não alternativos*, mas antes *complementares*. Os conteúdos electrónicos não são alternativos aos conteúdos impressos. São-lhes complementares. E vice-versa. As relações simbióticas são sempre positivas.
Nesta edição, o CDROM da PC-GUIA até que não se destaca pela secção de Internet, mas sendo Verão e estando muitos de nós com mais tempo disponível do que é habitual noutras épocas do ano, é natural que aconteçam algumas horas on-line... que se querem produtivas ou divertidas...
A propósito de diversão, que até pode ser multi-utilizador, a secção de jogos está pejada de títulos recentes, cada qual no seu género único. Não se pode considerar que haja um género repetido!
Inevitavelmente, a maior fatia do CDROM coube aos utilitários, onde destaco o Visual Basic 6 da Microsoft, o Norton Utilities, o DesignCAD e o matheHP... o primeiro é uma linguagem de aceitação crescente, o segundo é uma colectânea de utilitários para Win9x [que não são meros luxos], o terceiro é uma ferramenta CAD simples de utilizar mas muito poderosa, e o último é uma calculadora soberba, capaz de, por exemplo, representar inteiros com até 676 dígitos, que é provavelmente mais resolução numérica do que algum dia você vai precisar...
O importante é saber olhar positivamente para todo este software e termos a capacidade de nos fascinarmos com a criatividade humana. O software electrónico é hoje uma forma de Arte, e a facilidade e altruísmo com que é hoje distribuído, obriga-nos a respeitar muito os artistas. Obrigado a todos.
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