Na quinta-feira 2006–06–22, uma das persianas cá de casa deixou de elevar-se/baixar-se, por meio da manivela que serve para o efeito – suspeitei que tivesse rompido o cabo de aço que faz a ligação do mecanismo da manivela ao rolo da persiana.

Não me senti à altura da tarefa, que poderia envolver – consoante o sítio onde o cabo de aço tivesse quebrado – abrir a caixa superior dos estores propriamente ditos, ou apenas a zona do mecanismo da manivela. A minha prática na reparação destas coisas é zero, pelo que resolvi procurar nas Páginas Amarelas online (www.pai.pt), empresas que fizessem a reparação de estores/persianas.

A minha procura nas Páginas Amarelas, produziu apenas dois resultados, em Lisboa, na zona que me interessava:

(1)
Gelosia

e
(2)
Artecnica

Estes últimos anunciando, entre outras reparações “…Reparação Estores, Reparação Persianas”.

Telefonando para (1), atendeu-me uma senhora, pouco calorosa, que me respondeu que não reparavam persianas com mecanismo manual, por manivela. A mesma senhora não apreciou que eu tivesse usado a palavra “luso” quando inquiri se estava a telefonar para o sítio certo, o que me pareceu exótico, porque é exactamente essa designação que a empresa publica em www.pai.pt.

Telefonando para (2), tudo pareceu formidável. Em poucos minutos, depois de contactarem o técnico de serviço na zona, responderam-me dizendo que o serviço seria feito entre as 19:00 e as 19:30. OK. Mas até às 22:00 nada aconteceu… Pouco depois das 22:00, um senhor muito cordial, telefona-me a explicar que o trabalho anterior arrastou-se e que só estaria disponível pelas 21:30/22:00, mas que eu “ficasse descansado” que ele apareceria. Pelas 22:30, a mesma pessoa telefona, dizendo que – afinal –, tudo complicou-se e que preferiria vir na manhã do dia seguinte, pelas 10:00. OK.

Pelas 11:15 do dia seguinte, sem ter recebido a visita do técnico reparador, enviei-lhe um SMS, ao qual ele respondeu prontamente, explicando que ainda estava em casa, que se tinha distraído com as horas… mas que estaria na minha morada dentro de 30, 40 minutos. Pelas 13:00, perante mais uma falha grosseira da Artécnica, enviei um segundo SMS, a explicar que tinha perdido a confiança nos seus serviços e que já não pretendia a visita do técnico.

Caso encerrado. A imagem de falta de profissionalismo que estas empresas me transmitiram – principalmente a (2) –, foi tal que fiquei convencido que, na zona da grande Lisboa, talvez exista possibilidade de negócio, para quem quiser trabalhar num mercado mal servido, do lado da oferta.

A persiana acabou por ser reparada pelo meu amigo António Monteiro – e foi relativamente simples!
Eis alguns momentos chave da reparação, seleccionados porque poderão servir para casos equivalentes.

Passo #1: identificar onde partiu o cabo. No meu caso, o cabo quebrou na zona do elevador. Esticar o cabo para confirmar que estabelece comunicação com o rolo da persiana: os estores deverão subir/descer.

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Passo #2: deve aproveitar-se o máximo de cabo velho possível, porque os comprimentos instalados têm, tipicamente, pouca folga e se se cortar muito, pode comprometer-se a capacidade de elevar/baixar todos os estores. O cabo deve ser endireitado e deve cortar-se o lixo “desfiado”.

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Passo #3: o cabo endireitado deve entrar no buraco (interno) MAIOR da roldana elevatória – a ideia é que o percurso entre o orifício maior e menor, funcione como um funil, que estreita para não deixar passar o cabo. Para garantir que o cabo não se escapa pelo túnel, deve dar-se-lhe um nó, ou – por exemplo – fazer um enrolamento de cobre que engrosse.

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Passo #4: enfiado o cabo, é preciso ajustar a roldana ao mecanismo elevatório. A integração da roldana com as restantes partes, depende de cada instalação.

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